É sabido que só podemos falar de Maria a partir da sua participação no mistério da salvação e da sua íntima união com Jesus, o único Mediador entre nós e o Pai. Todavia, Maria é consagrada como mediadora do Amor de Deus para com toda a humanidade. Como nos diz a Lumen Gentium: todo o fluxo salvador da Virgem se deve ao consentimento divino e não a qualquer necessidade, ou seja, deriva da abundância dos méritos de Cristo e funda-se na Sua mediação, dela depende, e jamais impede a união imediata dos fiéis com Cristo senão a favorece. Por isso, sua maternidade espiritual está na ordem da graça. Mesmo elevada ao céu sua missão salvadora, fundada na missão do Filho, chega até nós através da sua mediação. Como nos diz o documento: “assim como o sacerdócio de Cristo é participado de diversos modos pelos ministros e pelo povo fiel, e assim como a bondade de Deus, sendo uma só, se difunde variamente pelos seres criados, assim também a mediação única do Redentor não exclui, antes suscita nas criaturas cooperações diversas, que participam dessa única fonte (185-187[1])”.
Werbert Cirilo Gonçalves, XXII Jornada.
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