Assembleia
do Shalom
Werbert
Cirilo Gonçalves, outubro de 2013
Os
shalonitas estão se preparando para viver a Segunda Assembleia do Movimento.
Acreditamos que este momento de encontro é de capital importância para o
Shalom. Sendo assim, será significativo apresentar mesmo que em poucos palavras
qual deve ser o nosso espírito de participação numa Assembleia.
No
Cristianismo, a palavra Assembleia é de um valor respeitável, uma vez que a
própria palavra Igreja é a sua tradução. A palavra grega Ecclesia que comumente traduzimos por Igreja é melhor compreendida
como: Assembleia dos convocados ou reunião
dos fiéis. No entanto, é-nos claro que não se trata de uma reunião de um grupo
qualquer. Assembleia no seu sentido mais genuino dentro da Tradição Cristã se
refere à reunião dos fiéis em
Cristo. Ou seja, quem possibilita e faz o encontro acontecer
é o próprio Cristo que nos chama (vocação)
e vem estar conosco, erguendo sua Tenda
do Encontro entre os homens. Por isso, em nossa Assembleia
o Cristo haverá de erguer sua habitação entre nós; não do nosso lado direito
nem do lado esquerdo, mas no centro: em nosso coração.
Assembleias
e Encontros no seio da Igreja são frequentes e de extrema importância para a
sua existência. Assim, acompanhamos ao longo da história da Igreja: Concílios, Sínodos e tantos outras
reuniões que favoreceram e promoveram a unidade, a santidade, a universalidade,
a apostolicidade e a identidade do Catoliscismo. No período apostólico temos o
Concílio[1] de Jerusalém (Reunião
de Jerusalém em At 15) que marcou profundamente o início do
Cristianismo. Outros Concílios como o de Niceia ou de Constantinopla defenderam
e definiram a profissão de fé da Igreja frente as problemáticas teorias de
grupos heréticos. Um Concílio é sempre um marco na Igreja. Por exemplo, o
acontecimento mais marcante para a Igreja na atualidade foi o Concílio Vaticano
II (1965) que ressignificou a
história e a caminhada Católica na segunda metáde do século XX. A nossa Assembleia
não é um Concílio, porém nosso encontro almeja criar a unidade, que é a
pertença a um grupo em comunhão de amor; promover a santidade, que é o
seguimento e fidelidade ao projeto de Deus de contrução do Reino; descobrir na
diversidade das pessoas: a riqueza de seu mundo cultural, da sua fé e da
universalidade da paz shalonita; obedecer (ouvir)
à Palavra Sagrada que nos oferta um ensinamento e nos leva a um autêntico
testemunho; e acima de tudo, viver o encontro (reencontro) que nos une no amor a Deus e cria a identidade e a comunhão
entre os irmãos.
Se
a nossa Assembleia não é um Concílio como vimos, ousamos dizer que ela deverá
ser um sínodo. Não um Sínodo dos Bispos,
mas no seu sentido original: um peregrinar unidos por um mesmo sentido. A
palavra de origem grega Sínodos (sin –
junto; hodos – Caminho) significa caminhar juntos. Acreditamos que nossa Assembleia
do shalom é a expressão concreta de uma disposição interior para caminharmos
juntos enquanto shalonitas proferindo a mesma linguagem que se efetiva pelos
sinais do amor e, além disso, dispor-nos a caminhar com a Igreja local a fim de
construirmos a comunhão entre o Povo de Deus: Comunidade de Fé.
Quanto
é importante uma Assembleia no interior do Movimento Shalom. Esta Assembleia
não quer encontrar soluções para querelas teológicas tampouco determinar regras
de conduta do grupo. Esta Assembleia quer nos reunir e apontar novos rumos na
jornada que peregrinamos. Sendo assim, com a eleição do novo secretariado se
faz uma ousada renovação com medo e coragem. Medo diante dos desafios e das
responsabilidades, e com coragem, uma vez que temos do nosso lado o Espírito
Santo que conduz a Igreja e consequentemente anima (dá vida) cada shalonita em busca da realização pessoal e
comunitária. Esse Espírito nos revela o Cristo presente em nossa caminhada e em
cada canto do coração shalonita, embrenhando de amor a nossa vida e atuante na
nossa história.
Sabemos
que uma pessoa sozinha, não é Igreja. Sim, a Igreja é uma Assembleia. Um
cristão, em si mesmo, só poderá ser afirmado Igreja enquanto pertencente a um
grupo, daí eu formo Igreja com meus irmãos: um corpo místico em que o Cristo é
a cabeça que direciona e nos conduz pelo caminho do mundo iluminado pelo
Espírito rumo ao encontro com o Pai. Portanto, eu sou Igreja à medida em que
convivo com meu próximo rumo à Patria Celeste. Assim, Deus está conosco em
nossa reunião: “- Quando dois ou mais
estiverem reunidos em meu nome eu estarei com eles”!
Por
fim, essa Assembleia já está acontecendo em nós. E todos os sahlonitas devem tomar parte em
seu lugar a fim de que este encontro tenha a participação de todos na reconstrução
de um Movimento em comunhão com a Igreja local e de uns com os outros.
Foi
o Espírito Divino que nos motivou esta reunião em Assembleia e que nos encoraja
a caminhar sempre descobrindo a delicada presença de Deus sempre presente. Nós
somos a expressão da paz no mundo. Uma paz que não se faz em palavras nem mesmo
em ações isoladas. Nós somos juntos a manifesta paz divina no mundo quando
nossas ações e palavras se unem em perfeita harmonia à voz do Cristo
ressuscitado que oferece a sua paz a todos: “-
A paz esteja convosco”!
Que
a nossa Assembleia fortaleça cada vez mais a nossa eterna amizade e nos faça conscientes
da nossa fraternidade divina!
Um
abraço-shalonita a todos!
[1]
Concílio do latim Concilium que significa reunião. Assim, temos: CUM – com mais CIEO – mover = mover-se para estar junto, ato de ir ao encontro,
encontrar-se, reunir-se formando uma Assembleia.
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